CARACTERIZAÇÃO MORFOFISIOLÓGICA DE GENÓTIPOS DE Coffea canephora INOCULADOS COM Meloidogyne incognita OU UM ISOLADO DO COMPLEXO DE ESPÉCIES DE Fusarium solani
Nome: ÍRIS PETRONILIA DUTRA
Data de publicação: 30/03/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| EVERALDO ANTÔNIO LOPES | Examinador Externo |
| FABIO RAMOS ALVES | Presidente |
| JUVENIL ENRIQUE CARES | Examinador Externo |
| MARCELO ANTONIO TOMAZ | Examinador Interno |
| PAULO CEZAR CAVATTE | Examinador Interno |
Páginas
Resumo: O cafeeiro conilon (Coffea canephora) é uma cultura de elevada importância socioeconômica em várias regiões do mundo, inclusive no Brasil. No entanto, sua produtividade pode ser afetada pelo parasitismo de Meloidogyne spp. e espécies do complexo Fusarium spp., agentes causais da meloidoginose e do cancro dos ramos do cafeeiro (CRC), respectivamente. A interação entre esses organismos pode resultar em doença complexa, potencializando danos estruturais, fisiológicos e metabólicos às plantas. Objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito do parasitismo por M. incognita (Mi) e F. solani (Fs) sobre parâmetros morfoagronômicos, fisiológicos, nutricionais e bioquímicos de dois genótipos de cafeeiro conilon (LB1 e P2). O
experimento foi conduzido em casa de vegetação em delineamento em blocos casualizados, com oito tratamentos e sete repetições. As mudas, adquiridas de um viveiro localizado em um município com ocorrência natural do CRC, foram submetidas ou não à inoculação artificial de Fs ou Mi. Foram avaliadas a severidade do CRC, crescimento vegetativo, volume radicular, fator de reprodução do nematoide (FR), trocas gasosas, estado nutricional foliar e teores de compostos fenólicos. Antes da instalação do experimento, foram feitos isolamentos fúngicos e extração de fitonematoides para confirmar se havia incidência de Fusarium sp. e/ou Meloidogyne sp. nas plantas. Ao final do período experimental, os isolamentos foram repetidos para verificação da possível presença desses patógenos nas plantas não inoculadas. A associação entre os patógenos intensificou a severidade do CRC e comprometeu o crescimento das plantas, evidenciando efeito sinérgico característico de doença complexa. O genótipo LB1 mostrou-se mais suscetível, apresentando maior FR do nematoide e sofrendo maior impacto em seu desenvolvimento vegetal. As plantas responderam ao parasitismo dos fitopatógenos por meio de ajustes fisiológicos precoces associados à defesa, enquanto os processos fotossintéticos primários permanecem preservados durante o período avaliado. O parasitismo isolado e combinado promoveu alterações seletivas na nutrição da planta, indicando que as respostas ao estresse biótico foram dependentes do tipo de nutriente e moduladas pela interação com os patógenos. Não houve constatação de Meloidogyne spp. ao final do experimento nas plantas não inoculadas com o nematoide, porém, todas as plantas, inclusive as não inoculadas com Fs apresentavam sintomas do CRC devido à presença de Fusarium sp.
