Quantificação de danos e perdas causados por Meloidogyne javanica em alface (Lactuca sativa L.).

Nome: LILIAN KATIANY CASTELLO RABELLO ZINGER
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 29/10/2010
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
FÁBIO RAMOS ALVES Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA Examinador Externo
EDVALDO FIALHO DOS REIS Examinador Interno
FÁBIO RAMOS ALVES Orientador
WALDIR CINTRA DE JESUS JUNIOR Examinador Interno

Resumo: Objetivou-se com o presente trabalho identificar a(s) espécie(s) de Meloidogyne associada(s) às raízes de alface (Lactuca sativa L.) cv. Vitória de Santo Antão cultivada no campo em área naturalmente infestada por esse(s) patógeno(s) na região de Iúna, ES, e quantificar os danos e a perda causados às plantas, associando-se os níveis populacionais do(s) nematóide(s) às características de crescimento das plantas. A área experimental constou de quatro canteiros de 10,0m x 1,60m, cultivados com 160 plantas de alface cada, totalizando 640 plantas. Primeiramente, procedeu-se a coleta de amostras para extração e identificação da(s) espécie(s) de Meloidogyne. Posteriormente, quantificaram-se os danos e a perda causados por esse patógeno na alface em quatro avaliações (Av1, Av2, Av3 e Av4, sendo cada avaliação correspondente a um plantio) realizadas nos meses de julho, setembro e novembro de 2009, respectivamente, e janeiro de 2010. Os quatro plantios foram feitos de forma consecutiva. Em cada avaliação foi retirada uma amostra de 100 plantas, de um total de 640 plantas, com níveis diferentes de infestação pelos nematóides (0 a nível máximo). Foram avaliados o número de folhas (NF), massa fresca do caule (PC), peso da matéria fresca e seca das folhas (PMF e PMS, respectivamente), número de galhas (NG) e população final dos nematóides (PF). A análise estatística foi feita através de dois procedimentos distintos utilizando-se o software BioEstat 5.0. Quando se considerou cada avaliação individualmente, analisaram-se os dados por regressão linear simples. Para as análises envolvendo todas as avaliações, foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis. Os cálculos de perda foram estimados em função do custo de produção x valor da comercialização das plantas com peso superior a 200g e foram feitos para o cultivo de 640 pés de alface (total de plantas cultivadas na área experimental), 2.000 pés (total de plantas comercializadas semanalmente) e 128.000 pés (total
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de plantas cultivadas em 1ha). Foi demonstrada a presença de Meloidogyne javanica na área de estudo através de eletroforese da isoenzima esterase. O aumento da população de M. javanica acarretou redução no NF, PMF, PMS e PC em todas as avaliações. Quando se comparou: a) PMF entre Av1 e Av3; Av1 e Av4; Av2 e Av3; Av2 e AV4; b) PF entre Av1 e Av3; Av1 e Av4; Av2 e Av3; Av2 e Av4; c) NG entre Av1 e Av3; Av1 e Av4; Av2 e Av3; Av2 e Av4; as diferenças entre as médias foram significativas. Na Av1 e Av2 100% das plantas eram comercializáveis, não havendo perda financeira para o agricultor. Na Av3 e Av4, 7% e 65%, respectivamente, das plantas não eram comercializáveis. O quarto ciclo de cultivo (Av4) se mostrou completamente inviável, uma vez que o produtor teve prejuízo de R$ 12,37; R$ 38,67 e R$ 2.474,00 para o cultivo de 640, 2.000 e 128.000 plantas, respectivamente. O limiar de dano econômico no Av4 foi de 10.151 nematóides/planta ou 109 galhas/planta.

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